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Mostrando postagens com o rótulo Jeremias

Tantos discursos de ódio...

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Hoje, nessa guerra sufocante de discursos de ódio, aqui e acolá, vejo que não é muito diferente do que vivi no início da minha fé. Adotar uma lei não vai mudar o que as pessoas pensam disso ou daquilo. É preciso dialogar, entender os extremos e as paixões, cristalizadas, passar um tempo ouvindo-as com atenção, mesmo se forem absurdos aos seus ouvidos, porque na prática ninguém é convencido simplesmente pelo seu grito de sarcasmo, desespero ou de intelectualidade, mesmo por uma bandeira de amor. Nessa caminhada inicial, uma das coisas que mais me chamavam a atenção era o radicalismo, de algumas pessoas, em algumas igrejas, o qual também vivi por um tempo, enquanto neófito das coisas.  Eu sempre pensava: "Mas por que não conseguem enxergar o que estão fazendo?! Não percebem a contradição entre o que acreditam e praticam?!". Até tentava criar algumas reflexões, as quais me ajudaram muito, em cima disso, relacionadas com legalismo, por exemplo. No entanto, tudo isso ...

Entenda um pouco da revolução pela fé com alguns recursos hermenêuticos

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Estava lendo um livro [1], de dois ateus, criticando a "ideia de que os desejos, as crenças, as expectativas e as intenções da mente humana de algum modo criam ou moldam a realidade que nos cerca", inclusive utilizando, como exemplo, que fortalece essa ideia, a "promessa de Jesus de que a fé move montanhas", com base no versículo de Marcos 11.23:  "Porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito". De fato, se for fazer uma pequena busca virtual não será difícil encontrar o uso dessa passagem como justificativa para um "cheque em branco" do banco de milagres de Deus , logo esses autores, nesse contexto, não estavam errados com tal citação. Aliás, é possível encontrar muitos livros  (cristãos) sobre o poder das palavras. Mas afinal, qual o seu entendimento, como cristão ? Você leu o versículo e...

Repensando o que você orgulhosamente conseguiu com sua fé e vida

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Não tenho dúvidas do quanto "um novo entendimento muda a vida de uma pessoa" (Terry Johnson), pois um pouco mais de dez anos atrás, tinha conhecido várias fontes de orgulho na própria fé que praticava (ainda incipiente) e na vida que levava, quando bebi do olhar da graça de Deus (através do livro "A Doutrina da Graça na Vida Prática", de Terry Johnson). Nessa época, a arrogância era uma impureza difícil de se detectar porque não havia a lupa da Graça. Aliás, o "pecado mais apreciado pelo diabo é o orgulho que imita a humildade" (Samuel Taylor Coleridge). Ora, pensei que podia me tornar orgulhoso da própria conversão. Afinal passei por um longo processo intelectual, questionando todas as coisas: a intenção dos líderes, a história da igreja, a interpretação dos textos sagrados etc. Considerei, então, todos os fatos (diferente dos ignorantes e fanáticos) e tomei a decisão certa: ser cristão. Acreditando nisso, concluía possuir uma sabedor...

Uma antiga aula de Química e Biologia em Gênesis

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Segundo Augustus Nicodemus (Lopes, 2004, p. 28), um dos pontos de equilíbrio entre a “divindade e a humanidade das Escrituras” está na linguagem de acomodação. Essa linguagem seria a expressão pelos autores bíblicos “nos termos e dentro do conhecimento disponível naquela época, acomodando a verdade revelada em termos do que sabiam do mundo”.  O autor, então, cita que no “livro de Levítico, se diz que a lebre rumina e que o morcego é uma ave. Sabemos que pelos padrões científicos atuais lebre não ruminam e morcegos não são aves”, justificando que do ponto de vista do observador “todos os animais que mexem com a boca após comer parecem ruminantes e tudo que tem asas e voa parece ave!” (Lopes, 2004, p. 28). Por causa dessa característica de acomodação, a Bíblia é a-científica, não buscando, então, ser científica, como uma fonte de Antropologia, ou mesmo anticientífica, como se fosse motivo para negar as descobertas e avanços científicos.  O que os autores ...

"Antes que te formasse no ventre te conheci"

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"Antes que te formasse no ventre te conheci" (Bíblia, Jeremias 1:5). O que essa passagem quer dizer? É surpreendente! O ideal seria perguntar diretamente ao autor o que ele quis dizer com isso, antes de fazermos a nossa interpretação, poupando assim tempo e um grande mal entendido, porém o autor já morreu. E aí? Para superar essa distância, existe, no entanto, a hermenêutica: ciência e arte de interpretar textos. E a hermenêutica bíblica não é diferente, pois, como ciência, “enuncia princípios, investiga as leis do pensamento e da linguagem e classifica fatos e resultados” (Zuck, 1994, p. 21), e arte, porque permite uma construção cada vez melhor ou mais prática, para interpretar textos bíblicos. Assim, uma das regras básicas dela é usar o contexto, começando do "mais próximo" até o "mais distante", para entender a intenção do autor em seus palavras. Veja a imagem abaixo ilustrando esses diferentes contextos, no caso da Bíblia. Co...

Lições para um luto sadio

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No próximo dia 30 (dezembro de 2012), completará um ano da  perda de nossa amada Lili , e nesse tempo senti de perto a dor de uma irmã, minha esposa, de seus pais e do marido dela. Não foi, então, um ano nada fácil. No entanto, muitas lições, apontamentos e relatos, dos livros de José Carlos Bermejo e de C. S. Lewis, foram confirmadas. O livro "Estou de luto" do José Carlos "foi escrito para quem vive o drama de perder um ente querido, mas também vai interessar a todos que, direta ou indiretamente, convivem com a situação e não sabem o que fazer ou dizer, nem como ajudar.". Já o livro "A anatomia de uma dor" do C S Lewis "encontram-se não mais ideias teóricas a respeito do sofrimento, mas o relato sincero de toda a confusão emocional, mental e espiritual experimentada por alguém quer perdeu a pessoa mais amada" (p. 8). Os apontamentos, observações ou lições a seguir de modo nenhum substituem uma leitura, altamente recomendada, ...