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Minha alma. Meu refúgio.

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Em meados de 1600, ao olhar para a lua, com o inovador e revolucionário telescópio, Galileu havia exterminado todos os anjos celestes. Desde então restaram apenas os astros celestes. Que impacto um instrumento fez na crença de muitos! Ainda mais quando antes só haviam ruínas da antiga morada do Olimpo. Com o tempo, as pessoas haviam sido convencidas de que suas fantásticas experiências pessoais (incorrigíveis!), com os deuses e daimones, eram aparências, diante da nova e real morada das almas dos santos cristãos, junto aos anjos celestes, ali no terceiro céu. Em meados de 2600, ao olhar para a cérebro do ser humano, com o inovador e revolucionário "psicoscópio", um Nicolelis exterminará todos as almas. E então só restará corpos mentais. A última fronteira do cosmos humano será cruzada. Que impacto um instrumento fará na crença de muitos! Ainda mais quando antes a imaterialidade da alma era a morada de todos os espiritualismos, cristãos ou não. E todas aquelas...

O paradigma do tamanho físico para definir (in)significância

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Em 2013 falei sobre este mesmo tema sob o título "O paradigma da lagarta medíocre". Depois de um tempo como estudante de Filosofia, muita coisa mudou, mas o paradigma do tamanho físico para definir (in)significância continua o mesmo. Para se ter uma ideia dessa mentalidade basta fazer uma busca no Google com "nao somos nada no universo". Uma referência bem popular, nesse sentido, é Nietzsche (1844-1900). Esse filósofo alemão "conta que, num recanto distante do universo, uma estrela tinha um planeta a sua volta. Neste, uma raça de insetos viveu por 1 milhão de anos e criou uma coisa chamada conhecimento, que os insetos tinham em alta conta. Com a morte da estrela, tudo se apagou. E o universo continuou no seu silêncio e na sua indiferença" (PONDÉ, 2014). Segundo o bioquímico americano Behe (1997), a base molecular da vida somente passou a ser eluciada, a partir da década de 1950, com a bioquímica. Antes com Charles Darwin (1809-1882) se pensava a vi...

O uso indiscriminado dos predicados psicológicos em assuntos de Neurociência

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Não é difícil encontrar, na grande impressa, a ideia de que o cérebro "pensa", "sente", "decide" por "você", ou até mesmo "tenha" uma autobiografia de "alguém" (exemplo: a autobiografia do cérebro de sicrano). E esse problema é bem visível para Filosofia da Mente, não podendo dizer o mesmo, de muitos leitores, técnicos e cientistas da Neurociência. Recomendo, assim, uma leitura da "A falácia mereológica da Neurociência é uma chatice analítica da Filosofia?"  de Daniel F. Gontijo. Uma referência do problema citado está em " Ciência à Bessa ". Eis o que diz: "A cada capítulo visita-se uma habilidade do nosso cérebro. Nosso não, na verdade o livro é uma autobiografia do cérebro de Steven Johnson. Como diz a Ana Arnt, uma amiga minha autora do Cultura, Educação e(m) Ciências (acho que parafraseando outra pessoa), o cérebro é o único órgão capaz de pensar sobre si próprio.".