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O vício da amargura

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Muitas coisas nessa vida são viciantes, "escraviza" e você não consegue mais direcionar sua vida para outra coisa. Você se alimenta daquilo e dificilmente pensa outra coisa. Por mais paradoxo que seja, assim acontece com o amor e com o ódio; com a amargura e com a ternura. Vivi uma época de muito amor e alegria em algumas igrejas; cresci como nunca, e sou grato a Deus por isso. Também passei por decepções profundas, e foi tanta amargura que simples palavras como "crente", "igreja" me causavam mal estar. Realmente esse estado de amargura é uma coisa tão escravizante quanto a dor do luto. Conheço um pouco das duas em teoria e prática.  Não adianta qualquer intelectualiade para sair dela, porque o sofrimento vem da perda e não da falta de explicação (por mais que peça). C S Lewis expresa muito bem isso em sua "Anatomia de uma dor". A amargura é a perda da esperança, de que nem todos são iguais, e em todas as fases de suas vi...

A simplicidade da expressão “graças a Deus"

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 Às vezes, coisas simples se tornam complexas, e pior, desnecessariamente. Esse é o caso da expressão "graças a Deus". Dependendo do contexto em que ela é dita, pode refletir desconforto, figura de linguagem ou fé, no entanto sem uma distinção clara de qual está sendo usada numa comunicação, além da falta de imaturidade nesse último caso. Por isso, para muitos, acaba se tornando complicado simplesmente dizer: “graças a Deus”. A diferença entre simplicidade e complexidade é uma questão de perspectiva, de visão, de distância. É como olhar, de longe, o chão de uma rua da Patagonia e concluir que são pedras brancas, quando, na verdade, olhando de perto, são conchas. E se olhar uma concha dessas mais de perto ainda? Por isso, como dito em outro post , a simplicidade "é o contrário da duplicidade, da complexidade, da pretensão", mas não simploriedade ou falta de inteligência. Aliás, inteligência não é congestionamento, complicação ou esnobismo, mas ...