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Mostrando postagens com o rótulo discurso

"Qual o método científico desta teologia?"

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"Qual o método científico desta teologia?". Essa deveria ser a primeira pergunta a ser respondida em toda teologia. A primeira razão estaria voltada a ser transparente com o leitor ou com quem quer convencer de sua argumentação, das regras do jogo teológico. E em cima dessa razão, farei uma breve reflexão, ou melhor, agruparei alguns insights a respeito desse problema, logo muita explicação e referência, que seriam necessárias, vão ficar de fora. Assumindo que demonstração é uma argumentação no limite da simplicidade, ao ponto de não haver ambiguidade, entre os próprios termos utilizados, uma das coisas que diminuem a simplicidade é a linguagem ordinária, pois muitas vezes é necessário utilizar passos adicionais para ter segurança no que se está dizendo. Não é sem motivo o surgimento de linguagens artificiais para facilitar o entendimento e tornar a explicação o menos ambígua possível. Vivemos a herança de uma história conturbada na formação da noção de método c...

Tantos discursos de ódio...

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Hoje, nessa guerra sufocante de discursos de ódio, aqui e acolá, vejo que não é muito diferente do que vivi no início da minha fé. Adotar uma lei não vai mudar o que as pessoas pensam disso ou daquilo. É preciso dialogar, entender os extremos e as paixões, cristalizadas, passar um tempo ouvindo-as com atenção, mesmo se forem absurdos aos seus ouvidos, porque na prática ninguém é convencido simplesmente pelo seu grito de sarcasmo, desespero ou de intelectualidade, mesmo por uma bandeira de amor. Nessa caminhada inicial, uma das coisas que mais me chamavam a atenção era o radicalismo, de algumas pessoas, em algumas igrejas, o qual também vivi por um tempo, enquanto neófito das coisas.  Eu sempre pensava: "Mas por que não conseguem enxergar o que estão fazendo?! Não percebem a contradição entre o que acreditam e praticam?!". Até tentava criar algumas reflexões, as quais me ajudaram muito, em cima disso, relacionadas com legalismo, por exemplo. No entanto, tudo isso ...

Um pouco sobre retórica

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A retórica, diferente do que muitos acham, é universal, humana e boa. A sua força marcante nos paradigmas é, na verdade, um exemplo de sua atuação, nem sempre tão clara, no conhecimento humano. Porém engana-se quem a entende como um instrumento de manipulação ou imoralidade.  E é assim, com um estudo histórico, desde Aristóteles aos dias de hoje, que Olivier Reboul, em sua obra “Introdução à retórica”, busca desconstruir esse engano  (Reboul, 2004) . Para entender a retórica, ou melhor, antes o seu papel indispensável no desenvolvimento humano, é preciso perceber o mundo em que vivemos: um “mundo de incertezas e conflitos”, “em que a verdade não é dada e talvez jamais seja alcançada senão sob a forma de verossimilhança ”, “enquanto não tivermos chegado à ciência total”  (Reboul, 2004, pp. 27, 39, 41) . “Mas vivemos em um mundo que não é o da pura ciência; em um mundo que não é um jogo, mas que nem por isso está submetido ao cego acaso. Mundo onde a previs...