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Breves Lições às Equipes - I

Muitas equipes morrem antes de nascerem e as razões podem ser a falta de conscientização e de razoabilidade em seus trabalhos iniciais. Uma leitura no modelo de cinco estágios do desenvolvimento de um grupo (ROBBINS, 2005) é um bom começo para entender a própria dinâmica natural de um arranjo de pessoas envolvidas na realização de determinadas ações ou tarefas. Ora, não basta alguém chegar e dizer: "A partir de hoje vocês são uma equipe e comecem a agir como tal!". Esse já determinou a morte deles. Uma característica marcanta de uma equipe é sua alta coesão que se apresenta no quarto estágio de um grupo de trabalho, no entanto só após três estágios chegamos a essa situação. No primeiro os membros estão reconhecendo o terreno, descobrindo os comportamentos aceitáveis. No segundo começam os conflitos devido aos limites impostos às individualidades. No terceiro a coesão aparece, pois os relacionamentos são mais próximos, mas não é alta. Já no quarto a coesão é alta porque o e...

Tipos de Ética nas Organizações?

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Não é surpresa o aumento das pressões contra os funcionários para quebrar regras e se entregar a práticas questionáveis. A globalização tem impactado neste sentido de várias formas em função do modo de economia vigente, baseado no toyotismo [1] , gerando principalmente um desemprego estrutural em que a demanda por trabalhadores é instável, e, exige-se um perfil flexível para trabalhos temporários ou part-time ( Rudiger , 1999). A Organização Internacional do Trabalho (OIT) tem criticado a terceirização predatória por ser prejudicial a todos em longo prazo apesar dos resultados alcançados em curto prazo, isto é, a falta de investimento ou desenvolvimento das pessoas em trabalhos terceirizados gera uma mão de obra desqualificada na região em contratações futuras ( Rudiger , 1999). A partir da investigação do impacto que indivíduos, grupos e estrutura têm sobre o comportamento dentro das organizações, o comportamento organizacional é um campo de estudos que “utiliza este conhecimento par...

Sem Alternativa para o Perdão

"Portanto vos digo: Todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. Se alguém disser alguma palavra contra o Filho do Homem, isso lhe será perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito, não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro."(Mateus 12.31,32) O comodismo faz muitas pessoas se apegarem a formas transitórias, inúteis ou superficiais de obter perdão. Foi o que aconteceu com alguns judeus no passado e pode acontecer conosco hoje. Alguns judeus não estavam preocupados se era blasfêmia acusar Jesus de expulsar demônios com o poder do Diabo. Jesus havia então alertado de que a forma em que eles alcançavam perdão não mais teria validade ou sentido algum. Muitas pessoas são descuidadas ou despreocupadas em sua forma de viver, agir ou pensar, porque provavelmente estão acostumadas a compensar seus erros ou alcançar perdão através de algum ritual habitual. Um ritual pode ser ir à igreja todos os domingos; faze...

Pecado Imperdoável?

Uma pausa nas reflexões em Mateus para um tema polêmico: pecado imperdoável. Pecados e blasfêmia contra o Filho do Homem serão perdoados, mas a blasfêmia contra o Espírito, não (12.31-32). Primeiro, percebe-se que o público-alvo não era crentes salvos (12.24), mas hipócritas fariseus e escribas (12.34, 36), e esses judeus ainda estavam e apenas conheciam o “regime” da Lei: salvação pelo cumprimento das leis cerimoniais. Segundo, baseado no texto seguinte, a motivação de Jesus poderia ser já alertar a respeito da mudança que vai ocorrer com a forma como o perdão de Deus é obtido, de modo a coagi-los a terem mais cuidado nas palavras de juízo que proferirem, porque se não forem verdadeiras (e usa o exemplo da árvore e de seus frutos) darão conta de todas elas no “Dia do Juízo” (12.36, 37). Terceiro, o sinal do profeta Jonas indica um contexto de arrependimento de pecados com “pregação de Jonas” (12.41) semelhante ao arrependimento na pregação do evangelho. E quarto, os que não ...

Reflexões em Mateus - 2

Mateus 9 Os judeus começavam a ficar mais incomodados com as atitudes, pois, diante do tradicionalismo que viviam, tudo parecia um contra-senso ou blasfêmia: · Jesus perdoar pecados (pois como Deus tinha essa autoridade); · Jesus participar da mesa de pecadores (pois como Salvador tinha essa missão de salvar pecadores); · Os discípulos de Jesus não jejuarem na sua presença (pois o jejum é para se aproximar de Deus e Ele estava ali na pessoa de Jesus). Mateus 10 Diante da multidão “exausta e aflita” (9.36) Jesus fala da necessidade de trabalhadores para cuidar dessas pessoas. Nesse sentido dá autoridade para curar enfermidades físicas e espirituais e instruções aos seus doze discípulos. Essas instruções foram bem específicas aos doze discípulos em função da situação em que passariam como apóstolos: · Preferência pelas ovelhas da casa de Israel; · Quanto a si: o “de graça recebestes, de graça dai” o “digo é o trabalhador do seu alim...

Reflexões em Mateus

Mateus 1-3 José José estava diante de uma grande frustração, pois a conclusão mais óbvia era a traição de sua esposa por estar grávida. José não tinha como pensar outra possibilidade além da anunciada pelo anjo. Era algo novo, além de sua compreensão. José não ignorou o fato. José foi esclarecido a não fazer o que seria antes mais justo ou lógico a fazer: expor a traição. O casamento ganhou uma nova dimensão de significado com o anúncio do anjo. Pergunta-chave: Qual a dimensão do meu casamento? Filhos de abraão Alguns judeus, acostumados com o tradicionalismo de serem filhos de Abraão (“povo escolhido”), já não se preocupavam mais em ser “bons frutos” (3:7-10). João Batista apresenta uma perspectiva de filiação com Abraão que vai além do aspecto genético. Pergunta-chave: Criamos também um tradicionalismo (pessoal) que nos incentiva à passividade? Mateus 4 Filho de Deus Características do Filho de Deus: · Poder de batizar com o Espírito Santo e fogo (3.11) – parece relaciona...