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O paradigma do tamanho físico para definir (in)significância

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Em 2013 falei sobre este mesmo tema sob o título "O paradigma da lagarta medíocre". Depois de um tempo como estudante de Filosofia, muita coisa mudou, mas o paradigma do tamanho físico para definir (in)significância continua o mesmo. Para se ter uma ideia dessa mentalidade basta fazer uma busca no Google com "nao somos nada no universo". Uma referência bem popular, nesse sentido, é Nietzsche (1844-1900). Esse filósofo alemão "conta que, num recanto distante do universo, uma estrela tinha um planeta a sua volta. Neste, uma raça de insetos viveu por 1 milhão de anos e criou uma coisa chamada conhecimento, que os insetos tinham em alta conta. Com a morte da estrela, tudo se apagou. E o universo continuou no seu silêncio e na sua indiferença" (PONDÉ, 2014). Segundo o bioquímico americano Behe (1997), a base molecular da vida somente passou a ser eluciada, a partir da década de 1950, com a bioquímica. Antes com Charles Darwin (1809-1882) se pensava a vi...

Fé não é oposição à razão

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O entendimento da supranaturalidade não é motivo para desencorajar a fé e a razão respectivamente daqueles que oram pelo “impossível” ou dos que buscam crescer nas ciências, “porque andamos por fé, e não por vista” (II Co 5.7), pois é “a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” (Hb 11.1). Assim a fé é uma oposição à visão e não à razão , pois quem reconhece a supranaturalidade da Vida, não se limita mais em viver confiando apenas em uma porção da realidade: natural, visível. Por conseguinte, essa convicção faz crescer a certeza no Autor de toda naturalidade. Agora, nem tudo é invisível. “Crer é também pensar” a implicação dos axiomas cridos e na coerência de seu sistema de pensamento, de modo a não cometer uma prática incoerente com a própria crença. Desse modo, a fé não é cega por não haver uma demonstração ou comprovação científica, pois nem tudo pode ser deduzido. Ora, nas ciências sempre haverá axiomas, que nunca foram deduzidos, mas...

A simplicidade da expressão “graças a Deus"

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 Às vezes, coisas simples se tornam complexas, e pior, desnecessariamente. Esse é o caso da expressão "graças a Deus". Dependendo do contexto em que ela é dita, pode refletir desconforto, figura de linguagem ou fé, no entanto sem uma distinção clara de qual está sendo usada numa comunicação, além da falta de imaturidade nesse último caso. Por isso, para muitos, acaba se tornando complicado simplesmente dizer: “graças a Deus”. A diferença entre simplicidade e complexidade é uma questão de perspectiva, de visão, de distância. É como olhar, de longe, o chão de uma rua da Patagonia e concluir que são pedras brancas, quando, na verdade, olhando de perto, são conchas. E se olhar uma concha dessas mais de perto ainda? Por isso, como dito em outro post , a simplicidade "é o contrário da duplicidade, da complexidade, da pretensão", mas não simploriedade ou falta de inteligência. Aliás, inteligência não é congestionamento, complicação ou esnobismo, mas ...