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Qual o novo mapa da mina eleitoral no Brasil? E por que isso é importante para o amadurecimento da democracia brasileira?

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Como tenho um diploma em Ciências Polícitas pela Universidade Facebook da Internet, então posso falar sobre tudo isso aqui nesse mundão das redes, com minha própria historiografia. Acredito que está nascendo um novo mapa da mina eleitoral no Brasil . Mas antes preciso falar de dois mapas da mina que o antecederam, para entender se há um modo de funcionar comum entre pelo menos os três. Passado um tempo, após ditadura e constituição de 1988, ainda lembro bem novo, antes do Plano Real, qual era a angústia do que parecia ser da maior parte da população: a economia. Parecia que todo plano era mais um plano. Mas mesmo com qualquer plano, muitos políticos se aproveitavam para se garantir nas próximas eleições. Esse era o discurso comum para ganhar votos, porque era a preocupação comum da maioria. E diante dessa oportunidade, muitos discursos colocavam o foco na economia como suficiente para resolver praticamente todos os outros problemas. E aí surgiram as privatizações, entre ou...

Quando o físico pensa que é um teórico da ética - II

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Esta é a segunda postagem da série "Quando o físico pensa que é um teórico da ética".  A primeira postagem desta "série" está sob o título "O paradigma do tamanho físico para definir (in)significância" . A pergunta desta imagem ao final é retórica. Não há interesse em saber o que você é, diante dos fatos apresentados, porque a ideia é passar um sentimento ao final de que você é praticamente nada, de tão pequeno ou menor diante de outras coisas. Ou que você é tão insignificante quando olha o quanto se é fisicamente passageiro ou inferior numericamente. O argumento usa um recurso retórico de diminuição e amplificação (isso já estava em Aristóteles, na obra a Retórica, uns 350 a.C.), que pode ser usado em argumentos bem intencionados ou em falácias (mau intencionadas). Ele "brinca" com a quantidade numérica (e provavelmente com o tamanho físico, outra quantidade). Na verdade, a postagem é uma falácia . E podemos evidenciar isso por di...

Até que ponto podemos atribuir a culpabilidade...

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"Se toda escolha é um exercício de liberdade (Kant, Sartre), mas há relações de poder que coagem os indivíduos a ações (Foucault, Marx). Até que ponto podemos atribuir a culpabilidade de um crime ao indivíduo (ou ao estado)?" A cilada desta questão é maravihosa! Não é sem motivo que gerou tantos séculos de discussões e busca de soluções. Essa questão também está presente em outras esferas de preocupação (e de meu interesse particular): entre religiosos e teólogos, por exemplo. MAS em que sentido, ou melhor, gênero de discurso, todos os termos empregados se articulam mutualmente sem ambiguidade? E se um ou mais desses termos se articulam em gêneros diferentes, esse gêneros se articulam também entre si sem ambiguidades? E por quê essa preocupação com ambiguidade? Antes de continuar, os "termos" aqui são "escolha", "liberdade", "relações de poder", "ações", "indivíduo", "culpabilidade", "...

José Mayer, Aristóteles e a responsabilidade nossa de cada dia

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Caso José Mayer: atrizes saem em defesa de figurinista no ‘Vídeo show’ O  caso José Mayer  particularmente me fez lembrar um problema filosófico relacionado, presente desde a antiguidade, aproximadamente 350 a.C., a partir de Aristóteles, com a  tese da ação humana que é ética , ou melhor, dos  critérios pelos quais alguém é responsável moralmente pelos seus próprios atos . O filósofo desenvolve essa tese na obra "Ética a Nicômaco", obra em questão aqui (há outras, consideradas anteriores, sob o mesmo tema, como a "Ética a Eudemo" e a "Carta Magna"). O que falarei serão alguns pontos relevantes, entre o caso e o problema, de memória, das minhas leituras da obra, sem citação a trechos específicos, sem utilizar necessariamente algum vocabulário técnico filosófico. 1. Aristóteles faz uma distinção entre a responsabilidade não-moral dada a um animal ou a uma criança e a responsabilidade moral dada a um adulto. Ambas responsabilidades são derivad...

Clemente de Roma e a Fênix

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"Existe um pássaro chamado fênix, único na espécie e que vive quinhentos anos. Quando está para morrer, ergue seu próprio sepulcro usando incenso, mirra e outras plantas aromáticas e, ao completar seu tempo, aí se introduz e morre. De sua carne em decomposição nasce uma larva que se alimenta da matéria putrefata do animal morto e cria asas; quando se torna forte, levanta o sepulcro onde se encontram os restos de seu ancestral e carrega-o, voando da terra da Arábia até a cidade do Egito chamada Heliópolis. E, em plena luz do dia, aos olhos de todos, transporta e depõe aqueles restos sobre o altar do sol; a seguir, retoma o vôo de volta. Então os sacerdotes examinam os calendários e percebem que ele chegou ao se completarem quinhentos anos." (Clemente de Roma. Primeira Carta aos Coríntios. XXV, 2-6).

"Uma história sobre o nosso mundo": primeira parte de um conto nosso.

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I – Nem um começo nem um fim E o porco entregou a galinha ao escorpião, com o sentimento de que não era sujo como os outros porcos. A raposa, contudo, olhava fixamente para um ponto distante, enquanto o porco passava bem próximo, a sua frente, como se diante de uma grande atrocidade, profundamente triste, porém incapaz de efetuar qualquer movimento, até mesmo com a própria face - nem mesmo conseguia chegar a uma explicação para tamanha incapacidade. O porco, incomodado por aquele olhar da raposa, após alguns passos, voltou e perguntou: "O que foi? Estou limpo! Não sou como os outros. Eu perguntei. E ele me disse que era incapaz disso.". Levemente a raposa apenas movimentou a cabeça, de cima para baixo, umas duas vezes. O porco, então, após alguns segundos, impacientemente dispara: "Você não é diferente das outras". E antes de ir embora, a raposa respondeu: "Eu não queria, mas vi a lama que você nunca abandonou". O porco expressou o desejo em diz...

Quatro cuidados básicos para não se enganar fácil pelas polêmicas "da Biologia"

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Esse texto era para ser um simples comentário em uma postagem da página Biólogo  no Facebook, a respeito do Criacionismo , mas como ficou longo, então fiz uma formatação aqui. Logo seguem alguns cuidados, especialmente para aqueles que estão tendo contato pela primeira vez com certos "conflitos" ou polêmicas de alguma ciência - nesse caso é o da Biologia. 1. A aculturação se diz "divulgação científica"! Nem toda divulgação científica está preocupada com os dados da observação , mas com a continuidade de um paradigma . Talvez com o tempo ou com experiência de muitas leituras isso fica mais claro ao leigo. Pelo menos, tente ir além da notícia, direto na fonte do artigo, do livro ou do canal de comunicação do cientista. Como a maioria não tem tempo para isso, pelo menos tenha cautela, cobre uma melhor elucidação da crítica ou do conflito, citando claramente as fontes, por exemplo. A Wikipedia , a "fonte" da postagem em questão, está no mesmo nível...